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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Village Vanguard



Uma das mais famosas casas noturnas do mundo, com mais de uma centena de discos gravados em suas dependências. Situado em Manhattan, em Nova Iorque, foi fundado em 1935 por Max Gordon (que faleceu em 1989). Atualmente é conduzido por sua mulher. Pelo palco do Village passaram os mais talentosos músicos do Jazz, incorporando diversos estilos desde o swing, o bebop, passando pelo free e o fusion, até chegar em nossos dias, com os mais promissores nomes da atualidade.

Os discos com "Live at Village", no título passaram de cem, e desde Sonny Rollins - o primeiro a gravar no Village -, nomes como Miles Davis, John Coltrane, Keith Jarret e diversos outros já gravaram ali. É o club de Jazz mais antigo ainda em atividade.

O toldo vermelho na entrada do Club logo dá lugar à quinze degraus de escada, para então surgir 123 lugares, todos voltados para o palco, um modesto palco. Nesse ambiente, que exala Jazz, muitos músicos viveram momentos de glória, muitas revoluções musicais foram apresentadas ao púlico.



Entre histórias mais interesantes que ocorreram no Village, estão as que envolvem o ego e as "manias" de alguns artistas que por lá passaram, como por exemplo Miles Davis, conta-se que uma vez o músico deixou o palco na metade do concerto, com o club lotado, para buscar sua namorada que estava embriagada do outro lado da cidade. Charles Mingus, certa feita, derrubou a porta do Club porque seu nome, no cartaz, constava como Charlie e não como Charles.

Um livro escrito por seu fundador, Max Gordon, conta todas essas histórias e muitas outras. Chamado "Ao vivo no Village Vanguard" o livro recupera momentos históricos e memoráveis, não somente do Club mas como da história do próprio Jazz.

O Village Vanguard esta situado na 178-7th Avenue South NYC com concertos às 21h00 e 23h00 com entrada em média: 30 Dolares.
Site: http://www.villagevanguard.com/

Vídeo de Billl Evans ao vivo no Village:




Deixo ainda, uma gravação antológica do Saxtenorista Sonny Rollins. Este é o primeiro disco gravado no Village, em 3 de novembro de 1957. Vale lembrar que Sonny é uma das poucas figuras vivas e ativas daqueles tempos.














Sonny Rollins - A Night at the Village Vanguard


Sonny Rollins: tenor saxophone
Donald Bailey: double bass [afternoon]
Pete LaRoca: drums [afternoon]
Wilbur Ware: double bass [evening]
Elvin Jones: drums [evening]

01 A Night In Tunisia [afternoon] - 8′16
02 I’ve Got You Under My Skin [afternoon] - 10′03
03 A Night in Tunisia [evening] - 9′03
04 Softly As In A Morning Sunrise [evening] - 6′43
05 Four [evening]- 8′26
06 Introduction [evening] - 0′20
07 Woody ‘n’ You [evening] - 8′29
08 Introduction #2 [evening] - 0′29
09 Old Devil Moon [evening] - 8′21
10 What Is This Thing Called Love? [evening]- 14′03
11 Softly As In A Morning Sunrise - 8′03
12 Sonnymoon for Two [evening] (Rollins) - 8′46
13 I Can’t Get Started - 4′54
14 I’ll Remember April [evening] - 9′20
15 Get Happy [evening] - 9′08
16 Striver’s Row (Rollins) [evening] - 5′59
17 All The Things You Are [evening] - 6′46
18 Get Happy - 4′40

Download part I
Download part II

domingo, 17 de janeiro de 2010

Five Spot Cafe

Localizado em New York, o Five Spot era um lugar muito pequeno, onde as mesas ficavam muito próximas umas das outras, e o palco ocupava um pequeno espaço do local. Imagine um ambiente enfumaçado, tocando o mais puro Jazz...assim devia era o Five Spot.


Thelonioun Monk e John Coltrane ao vivo no palco do Five Spot


Conta-se que o local onde situava-se o Five era  barra pesada, ficando muito próximo onde era distribuído sopa aos moradores de rua. O Five Spot começou a receber atrações de Jazz apartir da década de quarenta, quando pintores e poetas foram ocupando as moradias próximas ao Club, e pediam para assistir músicos de Jazz em ação.



Desde então o Five Spot contou entre suas atrações, gente como Charles Mingus - que tocou no último show do Club antes da sua demolição -, Thelonious monk, John Coltrane, Ornette Coleman entre outros. O five contou também com inúmeros discos gravados em seu palco, como: a reunião de Monk com John Coltrane Discovery! Live at the Five Spot de 1958 e Eric Dolphy com Booker Little no Na Five Spot volumes 1 e 2.

Para completar essa postagem deixo um clássico registro gravado no Five Spot Cafe, o disco de Thelonious Monk Quarted com John Coltrane. Imperdível!
Thelonious Monk Quartet feat. John Coltrane - Live At The Five Spot Discovery! - 1957














Thelonious Monk- Piano
John Coltrane- Tenor Sax
Ahmed Abdul-Malik- Bass
Roy Haynes- Drums

01. Trinkle Tinkle 9:56
02. In Walked Bud 11:06
03. I mean You 13:38
04. Epistrophy 5:09
05. Crepuscule With Nellie 2:56

Download

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Cotton Club


Ao longo do quarteirão principal um elegante cabaré (existe até hoje) fazia contraste com as demais casas de diversões. Era o famoso Cotton Club, onde se exibiu por muitos anos Duke Ellington. Os brancos lotavam o clube, a atração maxima do Harlem, ocupando os melhores lugares proximos à pista, em prejuizo dos negros que não podiam divertir-se em seu proprio meio, a seu modo.


Cotton Club - O lendário Clube da Avenida Lenox com Rua 142, foi aberto em 1923 pelo "gangster" Owney Madden que havia fechado o antigo Jack Johnson´s  De Luxe Club, reabrindo como Cotton Club, agora uma casa de espetáculos, apresentando luxuosos shows de palco com lindas coristas, as cantoras EthelWaters e Bessie Smith, e dançarinos de renome como Bill "Bojangles" Robinson e os Nicholas Brothers. Em 1927, a casa contratou o pianista Duke Ellington e sua banda. Uma oportunidade de ouro que Duke aproveitou para projetar-se no cenário artístico do país. A essa altura sua orquestra já era sólida e experiente e com som próprio, partindo decididamente para a fama. Ao transformar-se, rapidamente na grande atração, permanece aí até 1931, quando recebe excelente proposta para fazer uma "tournée" na Europa, sendo substituído pela orquestra de Cab Calloway (1932).


 O Cotton Club permaneceu como ponto central da noite no Harlem até 1936, quando se mudou para o sul da ilha deManhattan (Downtown), sem o mesmo brilho e sucesso dos primeiros tempos,encerrando suas atividades em seguida. O Cotton Club não era bem visto pelos negros por ser refugio de "gangster" (lugar "Jim-Crow") e dos milionarios brancos que frequentavam o Harlem todas as noites certos de que os negros adoravam vê-los dançar como macacos imitando-os nos dificeis passos do "black-botton".



http://www.quintaavenida.mus.br/QUINTA-2/artigoO%20Som%20do%20Harlem(II).htm


Aproveitando o post sobre o Cotton Club, deixo esse vídeo de Duke Ellington tocando ao vivo no referido clube. No vídeo vê-se um pouco da elegância e do charme dos frequentadores - em sua maioria brancos - e do espetáculo que Duke e sua banda proporcionavam.